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E-commerce no Brasil: A batalha entre gigantes, IA e a revolução mobile

12 de junho de 2025

O Brasil se transformou no campo de batalha mais acirrado do e-commerce global. Em um ambiente que reúne Mercado Livre, Amazon, Temu, Shopee e Shein, os dados mostram que o consumidor brasileiro já mudou — e quem não acompanhar essa transformação corre o risco de desaparecer.

Segundo relatório, divulgado pela Similarweb em parceria com a Snaq e a StartSe, o comportamento digital no Brasil vive uma revolução guiada por três pilares: o domínio mobile, o avanço das inteligências artificiais e a necessidade de engajamento constante.

Com menos de um ano de operação no país, a Temu já ultrapassou players tradicionais em tráfego mobile. Seu segredo? Navegação eficiente, campanhas agressivas, taxa de rejeição baixa e um design que converte com poucos cliques. A Shopee, por sua vez, mostra como engajamento diário é vital: com estratégias gamificadas e promoções-relâmpago, a plataforma lidera em tempo de uso e usuários ativos.

O mobile se consolidou como o verdadeiro centro do consumo digital. Mais de 70% dos acessos ao e-commerce brasileiro vêm do celular. A experiência precisa ser pensada primeiro para a palma da mão: desde o layout até a linguagem.

Mas não é só o mobile que redesenha o mapa do varejo. A inteligência artificial também entrou em cena. Plataformas como Mercado Livre, Amazon e Temu já recebem tráfego direto de ferramentas como o ChatGPT. Isso inaugura uma nova disciplina no marketing digital: o AI Optimization (AIO). Agora, não basta ser encontrado no Google — é preciso ser a resposta certa da IA.

Outro dado que chama atenção é o uso do Brasil como laboratório global. Somos o único mercado onde gigantes ocidentais e asiáticos competem lado a lado com força semelhante. A forma como o consumidor brasileiro responde a essas plataformas será, provavelmente, o termômetro do futuro do e-commerce na América Latina — e, talvez, do mundo.

A disputa não é mais só por preço ou catálogo.

É por atenção, experiência e rotina.

Para se manter relevante, é necessário ser estratégico: investir em mobile, entender os novos hábitos do consumidor, aparecer nas respostas das IAs e conquistar espaço no dia a dia do usuário.

Por: Nattalia Vinhas